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Tempo

25 Maio

Já pensaram em como o tempo corre?

Ultimamente dou por mim a pensar nisto. O tempo que corre, escorre, se escapa, me escapa. Nem sei como. Os dias que por vezes se arrastam, que parecem não terminar, uma semana após a outra… E de repente correu. Correu tanto que não sei para onde foram as horas que aparentemente se arrastavam.

E é assim que este ano está a chegar a meio. Cinco meses quase inteiros já se foram. Cinco meses plenos de tanto. De tantas mudanças. As que já aconteceram, as que sei que ainda aí vêm. As horas loucas de trabalho porque não sei dizer que não a projectos aliciantes. A falta de horas de sono. A falta de tempo para mim. A falta de tempo para nós, que tento colmatar. A ternura. O cuidar. Os projectos a dois. Reaprender a exprimir-me. Com palavras, com imagem, com lápis. As viagens com outro sabor.

E um outro novo projecto. O meu canto. A minha casa que está quase aí. Ao virar da esquina. Outra reviravolta inesperada, e prova de que por vezes fazer planos serve apenas para eles serem completamente mudados. Não é onde tinha pensado, não é como tinha pensado… mas é a minha cara. E vai ser um começar de novo. Outro. Com muita esperança e muita expectativa. E até ideias, que vão surgindo em background, quando menos espero.

E Junho vem aí. Junho, mês de mudança, e de viagem, e de tanta coisa.

Mas para já, vamos aproveitar o que falta de Maio, antes que também este se escorra entre os dedos.

Tic tac. Tic tac.

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Paz

4 Maio

Paz

Há um ditado que diz que há males que vêm por bem.
E foi por isso que, quando cheguei ao ginásio e a aula que queria estava cheia, em vez de ficar chateada agradeci-me mentalmente ter já os ténis de corrida calçados e os phones no saco, e meti-me no carro outra vez.
Não para casa, mas até à beira-rio.
Sim, uma corrida.

Curioso que sempre achei correr tão pouco interessante. Até ter começado a fazê-lo, há três anos. E foi então que percebi o terapêutico que é, um pé diante do outro, em ritmo com o bater do coração, o esforço dos músculos, a harmonia dos movimentos, o sol, o vento, os cheiros em volta, e todos os problemas que simplesmente, durante aquele período, desaparecem. Tornam-se menos presentes, pelo menos. E ficam a ser trabalhados em background.

Desde então que tenho tentado correr com a frequência possível, e tanto mais quanto mais assuntos tenho para resolver. Ou simplesmente para aproveitar a liberdade que me dá.
Com um sol brilhante e um céu bem azul, a corrida foi uma óptima troca face à dita aula.
Especialmente porque no fim, não resistindo à tentação de um terreno relvado ainda pintado pelo sol, aproveitei para deitar na relva e relaxar.

E foi assim, que ao som da música, com o valor do sol e a brisa suave, esvaziei a cabeça de pensamentos e simplesmente deixei-me aproveitar a vida. As coisas simples, que são as mais importantes. Ser feliz. Sem porquês. Simplesmente ser.

Cantos e cantos

16 Fev

Esta minha busca por um canto para mim trouxe-me algumas novidades, e alguns dilemas.

Há uns tempos, não teria duvidas em dizer que casas, seriam de preferência novas, arejadas, aquelas que parece que nunca foram pisadas por ninguém e que estão prontas para receber a nossa presença, o nosso cunho, as nossas histórias. Construções cheias de madeiras claras, paredes brancas, cozinhas equipadas com ar de que passariam em testes de esterilização.

Casas como a que tive. Decoradas com precisão, cada coisa no seu sítio, tudo a condizer com tudo. Quase poderia aparecer em revista. Não deixa te ter a nossa personalidade, mas tinha frequentemente a sensação de que lhe faltava… alma.

E é assim que, quando comecei à procura de um canto novamente, dei comigo a pensar em casas remodeladas, mais que novas. Mas fui vendo opções, dentro daquilo que pretendia, e acabei com duas. Diametralmente opostas.

Há uma semi-nova, que entra em todo aquele conceito. Sem marcas de outrém, madeiras claras, linhas limpas, paredes brancas, lâmpadas embutidas, todo o estereótipo. Zona simpática, com garagem, supostamente bem dentro do que queria. Pena o espaço estar de acordo com a maioria destas construções… além do quarto pequeno, com que consigo viver, tem uma cozinha que está a ser um desafio… como cozinhar ali dentro?
A outra, já com décadas de existência, deve ter visto muito… Suponho que famílias, crianças (foi uma creche), e novamente famílias. Anos de mudanças. Dentro e fora. E foi assim, que quando a fui ver, com o seu chão de madeira antigo, o seu pé direito alto, a sua envolvência, me apercebi do charme e da personalidade das casas antigas.

Sim, é assim que eu, que sempre pensei ser gente de casas novas, a estrear, para encher com as minhas histórias, me vejo enamorada por uma casa com idade para ser minha mãe. E consigo ver cada detalhe que iria complementar a sua personalidade com a minha.

Se vai ser a escolha final? Não sei, mas que me dá a conhecer um pouco mais de mim, das mudanças que eu mesma sofri ao longo do tempo, dá. E gosto disso.

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Golden haze

29 Dez

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Chego ao fim do ano, depois de tudo isto que aconteceu, com uma estranha sensação de paz
Como a que me transmite este por-do-sol que contemplo

Paz de espírito e um coração a transbordar. De esperança e da semente de algo que pode crescer se lhe for dada a oportunidade

Fecho os olhos, respiro fundo a aproveito…

O melhor dos meus dias

17 Nov

Gostei desta iniciativa que vi na Titanices e na Papéis, papéis e mais papéis. Afinal de contas, por muito maus que pareçam os dias, há sempre alguma coisa com o potencial de nos fazer sorrir, de tornar melhor a situação, ser aquele arco-iris no meio do céu cinzento.

Rezava assim

“No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio.
“O melhor do meu dia” é uma fotografia feita de letras em que ficamos sempre bem. É essa a memória que queremos guardar. É a essa a força que queremos para o dia seguinte: adormecer com um sorriso.”
O melhor do meu dia…
Mimo e aconchego ontem, um chá quentinho com um scone enorme e boa conversa. Hoje, acordar de olhos meio colados por finalmente pôr o sono em dia, e ver as minhas gatas  aos ronrons uma com a outra, a complementar as brincadeiras que já via nos últimos dias.
Sorrisos bons, coração quentinho. O suficiente para me preparar para uma semana que promete ser complicada e trabalhosa, e para me resignar com o facto de estar a ficar imenso frio e estar em casa a um Domingo a preparar uma apresentação quando só me apetecia mesmo era estar a ler o meu livro ou a ver umas séries bem aninhada e quentinha.

Pensar demais

16 Set

Hoje falava com uma amiga sobre as desvantagens de pensar demais.

Consome-nos as energias e o tempo, e nem sempre é proveitoso… Acho que pode paralisar-nos, deixar-nos amarrada(o)s quando uma reacção menos pensada e mais espontânea talvez ajudasse mais. O demais tem consequências. No meu caso, o pensar demais, o sentir demais, o tudo demais, fez com que levasse este ano miserável adiante sem me ir abaixo, mas teve as suas consequências, claro.

Há cerca de 3 semanas, aquando da última discussão (já que desde então não nos vimos mais) com o E, sobre mais um acontecimento que para ele fez todo o sentido e para mim sentido nenhum (não, não vou explicar isso agora, mas um dia destes partilho, já que fico curiosa quanto a opiniões externas), finalmente foi a gota de água e o meu corpo disse-me “basta!”.

Infelizmente, sob forma de fortes dores de estômago, que me fizeram chorar de dor e estar medicada desde então… Mais, amanhã tenho uma endoscopia marcada para ver o estado da minha mucosa gástrica depois dos assaltos silenciosos de que foi vítima ao longo deste ano.

Porque apesar da vontade não bati no CN, nem o matei – e olhem que a vontade andou lá, mas valham as aulas de body combat com os seus alvos imaginários; porque aturei provavelmente mais do que devia do E, por uma série de razões que nem eu entendo bem; porque tive problemas no trabalho; porque abdiquei da minha casa mas só consegui resolver a situação (quase, falta o quase…) agora… porque um milhar de pequenas coisas que não me fizeram cair tiveram aquele condão do ditado popular “não matam, mas moem”… E moeram-me mesmo.

Se preferia pensar menos e sentir menos? Provavelmente não, não consigo realmente imaginar-me dessa forma, mas que tenho que aprender a abstrair-me, a ignorar melhor do que o faço actualmente estas coisas, tenho…

Pensar demais tem desvantagens sérias!

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