Tag Archives: história

Há 5 anos

21 Mar

Há uns dias, o tema para uma foto foi “Há 5 anos atrás”

Primeiro, a foto em si foi um desafio – até porque as minhas fotos de há 5 anos atrás estão no disco do meu computador que habita, mio desmontado, a varanda, na esperança te arranjar o tempo para uma merecida triagem de informação. Comecei a olhar em volta à procura do que tinha em comum com o eu de há 5 anos atrás.

E foi aí que, inevitavelmente, ponderei a diferença.

Posso dizer que de comum sobra o local onde trabalho – um deles, em todo o caso -, e onde vivo – pelo menos para já.

Tudo o resto… tudo o resto mudou tanto. Há 5 anos tinha um gato, um cão, e o CN na minha vida. Já tinha mau feitio, mas tinha uma vertente birrenta e bruta mais vincada do que gosto de admitir.

Agora, tenho duas gatas (com muitas, muitas saudades do gato e do cão), e o CN fora da minha vida (sem saudades, entenda-se). No seu lugar, ou melhor, num lugar só dele, cresce o espaço que outra pessoa ocupa – e tão melhor. O mau feitio mantém-se, quantas vezes agudizado por uma privação de sono que é mais presente do que era, mas gosto de pensar (e acredito que é verdade), que sou hoje melhor pessoa. Que estes anos, e as pessoas com quem me cruzei, fizeram de mim mais pessoa, alguém mais flexível e compreensiva, mais cuidadosa com o outro.

Não sei se é isto que é crescer (sim, que nos 30s não consigo considerar envelhecer o verbo certo), mas sei que gosto mais desta que sou hoje do que daquela que era há 5 anos. E faz-me sorrir chegar a essa conclusão. Com toda a incerteza de situações em aberto, há igualmente a esperança, e a possibilidade, de que tanta coisa certa possa daí advir.

 

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Os parabéns que não queres que te dê

27 Fev

Hoje fazes anos.
Fazes anos e pediste-me que não te desse os parabéns. Que seria doloroso ouvires de mim agora que não temos uma relação.

Respeito o teu pedido. Claro.
Mas na minha cabeça dou-te os parabéns aos 37 como tos dei aos 34… 35… 36… Dizendo, de coração, que espero que sejas feliz, que encontres o teu caminho. Que para a próxima seja(s) mais e melhor.

Cantos e cantos

16 Fev

Esta minha busca por um canto para mim trouxe-me algumas novidades, e alguns dilemas.

Há uns tempos, não teria duvidas em dizer que casas, seriam de preferência novas, arejadas, aquelas que parece que nunca foram pisadas por ninguém e que estão prontas para receber a nossa presença, o nosso cunho, as nossas histórias. Construções cheias de madeiras claras, paredes brancas, cozinhas equipadas com ar de que passariam em testes de esterilização.

Casas como a que tive. Decoradas com precisão, cada coisa no seu sítio, tudo a condizer com tudo. Quase poderia aparecer em revista. Não deixa te ter a nossa personalidade, mas tinha frequentemente a sensação de que lhe faltava… alma.

E é assim que, quando comecei à procura de um canto novamente, dei comigo a pensar em casas remodeladas, mais que novas. Mas fui vendo opções, dentro daquilo que pretendia, e acabei com duas. Diametralmente opostas.

Há uma semi-nova, que entra em todo aquele conceito. Sem marcas de outrém, madeiras claras, linhas limpas, paredes brancas, lâmpadas embutidas, todo o estereótipo. Zona simpática, com garagem, supostamente bem dentro do que queria. Pena o espaço estar de acordo com a maioria destas construções… além do quarto pequeno, com que consigo viver, tem uma cozinha que está a ser um desafio… como cozinhar ali dentro?
A outra, já com décadas de existência, deve ter visto muito… Suponho que famílias, crianças (foi uma creche), e novamente famílias. Anos de mudanças. Dentro e fora. E foi assim, que quando a fui ver, com o seu chão de madeira antigo, o seu pé direito alto, a sua envolvência, me apercebi do charme e da personalidade das casas antigas.

Sim, é assim que eu, que sempre pensei ser gente de casas novas, a estrear, para encher com as minhas histórias, me vejo enamorada por uma casa com idade para ser minha mãe. E consigo ver cada detalhe que iria complementar a sua personalidade com a minha.

Se vai ser a escolha final? Não sei, mas que me dá a conhecer um pouco mais de mim, das mudanças que eu mesma sofri ao longo do tempo, dá. E gosto disso.

Folha em branco

7 Fev

Há tanto em mim, que nem sei por onde começar

E é assim que uma folha, ou neste caso um monitor, em branco, me intimida, por querer preenchê-lo não sei bem com quê. Como se traduzem sensações?

Respiro fundo. Deixo a música e o ronronar da gata que tenho ao colo sobreporem-se ao ruído de fundo na minha mente.

É sobretudo esperança. Sim, sobretudo esperança o que sinto. Esperança no que aí vem, esperança em mim, em nós. Esperança que finalmente, depois destes anos conturbados, problemáticos, e até difíceis… – esperança, não é demais dizê-lo – que tudo está lentamente a entrar nos eixos. Que, sem esperar, reencontrei o meu caminho. E da mesma forma que, quando o meu mundo começou a ruir foi, um por um, em todos os campos, desta vez está também a compôr-se em todos eles. E, em todos, de uma forma inesperada.

A nível profissional, um novo desafio que me está a dar imenso prazer tomar nas mãos, um projecto que pode vir a crescer bem e tornar um sonho realidade. E sabe bem. Mesmo com as condicionantes de tempo associadas. Mesmo a sobrar-me pouco tempo para mim e para o que gosto de fazer, o que preciso de fazer.

No entanto, é também um impulso extra para poder dar forma a outro projecto, que não me atrevia a ponderar por não saber o que me esperava… Se ficava por cá ou não, se queria ou não explorar o mundo além fronteiras. Sem raízes que me prendessem cá. Mas agora, já me sinto mais segura de que posso e quero essas raízes, e um canto meu. Só meu…! E de com quem o quiser partilhar. E não deixa de ser curioso o diferente que é esta busca. Os objectivos, os planos, o que vejo na minha cabeça, tudo é diferente do que pretendia há 4 anos.

Mas, para além de tudo isto – e sobretudo, devo dizer -, a esperança é… é em alguém especial, alguém que pode muito bem ser a peça que faltava no meu puzzle de pessoas especiais que felizmente me rodeiam. Alguém que nem se apercebe o quão especial é. Alguém que, inesperada mas progressivamente, ganhou espaço, importância e protagonismo. Na minha vida. No meu coração. Alguém que me faz sorrir, transbordar de tudo de bom. Alguém que guardei cuidadosamente porque nem queria acreditar que era mesmo de verdade. Mas que não consigo guardar mais. Porque quando alguém nos faz tão bem, tem que ser “right for you“.

Portanto sim, esperança. Esperança de que completei um ciclo, e um novo se está a abrir. E sorrio ao ver como se começa a desenrolar e revelar diante dos meus olhos.

Coloridas

27 Out

Perguntava-me há dias uma amiga, a propósito de algumas movimentações virtuais de que se apercebeu, se eu e o E estávamos de volta.

Respondi que não, pelo menos não nesses termos. O que temos aproxima-se é mais uma amizade colorida, vamos estando juntos de vez em quando aproveitando o melhor que isso tem para nos proporcionar – afinal de contas, é a definição da coisa, certo?

A resposta foi nas linhas de “se te sentes bem com isso… o pior é querermos mais e a outra pessoa não nos conseguir dar”. O que me fez pensar nesta situação.

De facto, há algum tempo eu dizia-lhe que não aceitaria, depois da nossa história juntos, uma amizade colorida, que não fazia jus ao que éramos e tínhamos sido. Ou bem que tínhamos tudo, ou nada. Pelo menos enquanto gostasse dele daquela forma. As coisas mudaram. Não fui eu que me acomodei a menos do que desejava, foi antes o sentimento que mudou.

E, com o que sinto actualmente, e tendo em conta o que actualmente é a minha vida, e as minhas (in)certezas, o melhor que consigo é esta amizade colorida, a aproveitar o melhor de dois mundos. Porque tenho que confessar que, até mais que fazer amor (porque é mais que sexo, realmente…), é o aconchego, o colo, o calor humano que me faz mesmo falta.

E até aparecer o meu “Prince Charming”, ou as coisas mudarem, porque não?

Não sei…

13 Out

Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum. 

Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que…,
Isto.

Álvaro de Campos, in “Poemas”

Às vezes Pessoa exprime-me melhor que eu. Talvez seja o caso.

Talvez esteja cansada. Talvez esteja triste. Talvez esteja até confusa.

São muitos “talvez”… E certezas? Algumas.

Sei que estou desapontada. No meio de toda a confusão, de todos os problemas, o apoio tem vindo de todo o lado, mas não de onde devia.

E é por isso que agora me encontro em casa, sozinha, a tentar não desesperar com um gato que só piora em vez de melhorar. Sozinha, porque mandei o meu irmão embora para ele poder ter uma merecida noite de descanso depois das últimas que têm sido piores para ele que para mim. E, mais que isso, sozinha porque a companhia que pensava ter, não está cá.

E são estas ausências que marcam. Que criam, aumentam, alimentam um distanciamento que inevitavelmente vai acontecer. É assim que o E perde mais um pouco do pouco espaço que se e lhe permito ter na minha vida.

Porque acaba por só fazer falta quem está. Talvez tenha que repensar algumas prioridades. Eu sei, são tantos “talvez”… Mas só o são até passarem a ser certezas, e nessa altura… ao contrário do nosso actual vice, eu sei o que significa irrevogável.

E estou a ficar muito farta de coisas pela metade.

Encerrar capítulos

5 Out

Ontem, depois de mais um mês de silêncios do CN, tanto em relação a ir buscar o que restava dos meus pertences a casa quanto ao pagamento de uma dívida, resolvi que era hora de lá ir pessoalmente.

Não fazendo ideia de se estaria lá ou não, arrisquei. Depois de tocar 3 vezes à porta, sem resposta, usei a chave que ia devolver. E eis que vejo uma das portas a encostar… Afinal estava em casa com a respectiva, que se escondeu quando entrei.

Depois de finalmente conseguir chegar a contacto, lá veio o CN, recém-acordado. Dou-lhe o crédito de não ter parecido demasiado surpreso com a minha presença. E, quando já estava tudo arrumado, ainda se resolveu a situação da dívida. Bem, lá se resolve a situação sem grandes sobressaltos, e está o capítulo encerrado.

Finalmente!

A sensação de leveza, de sair aquele peso dos ombros, enfim, já só acreditava vendo…! Ainda custa a acreditar, mas já me vou convencendo.

The end (deste capítulo, claro!)

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