Tag Archives: gato

Ausências presentes

30 Nov

Às vezes penso que não sei o que me passa (ou não) pela cabeça.

Ontem foi dia de ir com a pirralha felina mais nova à vacina. e lá ficou combinado que eu ia, já que podia, e tudo estava a correr normalmente. Mantinhas na transportadora, gata na transportadora, transportadora no carro, cinto à volta dela e de mim, e lá vamos nós.

De repente, a meio do caminho, cai-me a ficha… há exactamente 4 semanas, estava a caminho com o T, para a sua última viagem. E de repente estava novamente naquela sala, a tomar a decisão, a dizer-lhe o ultimo adeus. E doeu tanto…! Tanto que tive que controlar as lágrimas a bem da qualidade da condução.

Claramente substimei o que uma simples viagem ao veterinário podia significar, podia trazer à superfície.

Como as nossas emoções podem pregar-nos partidas!

Passou um mês, e maioritariamente a vida continua. Mas volta e meia dou por mim a falar dele no presente, a olhar para o lado como se ele fosse aparecer a qualquer momento, e é quando a ausência pesa mais, nessas alturas em que me apanha desprevenida.

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Adeus

3 Nov

A razão da minha ausência nestes últimos dias… A despedida difícil e dolorosa do meu gato…

Não me pára de surpreender como pode um ser tão pequeno deixar um vazio tão grande!

Até sempre meu amor, vais estar sempre no meu coração e na minha memória

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Relâmpagos

20 Out

Depois do desespero que pontuou o meu post de sexta-feira, e depois da visita ao felino, decidi que precisava mesmo de espairecer um pouco, e que sítio melhor que Sintra?

E foi assim que fui conhecer o Saudade (que é um verdadeiro mimo!), e ainda vi uma apresentação de um livro, acompanhada de um amigo convidado à última da hora. No fim, um passeio pela vila com uma noite nada fria, e muito serena.

No caminho para casa, deparei-me com um espectáculo de relâmpagos que iluminavam o céu e as nuvens. Bem à medida do meu estado de espírito. Tão bonito quanto perigoso, mas desde miúda que adoro ver relâmpagos! Fascinam-me a energia, os trajectos, a inconstância, todo o mistério que é ver raios de electricidade descerem do céu.

E assim terminou o dia, ainda com receio, mas um pouco mais calma.

Nota 18 Out

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Não era bem isto que tinha planeado contar-vos hoje, mas o certo é que acabada a chamada telefónica com a clínica onde tenho o meu gato internado e o meu veterinário habitual, tudo o que me enche a mente e o coração é uma imensa preocupação.

As notícias têm sido uma verdadeira montanha-russa. Um dia melhora de uma coisa, logo a seguir piora de outra, e vê-lo lá, com quase duas semanas de internamento, num gato que odeia sair do seu espaço, a soro, alimentado à seringa porque está além de tudo constipado e não come sozinho… Vê-lo ali, prostrado, deprimido, dependente… E saber que vai ser necessário re-introduzir uma medicação cheia de efeitos secundários que descompensa tudo…

Não sei, já não sei o que fazer, o que pensar… Quando é que e demais? Quando é que se pára de lutar, pelo bem deles? Até onde é que podemos ir, e quando é que tenho que o deixar ir?

Não há resposta mágica a isso, resta-me apenas uma alma e um coração muito doridos, e um desespero que se derrama pelos olhos.

Não sei…

13 Out

Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum. 

Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que…,
Isto.

Álvaro de Campos, in “Poemas”

Às vezes Pessoa exprime-me melhor que eu. Talvez seja o caso.

Talvez esteja cansada. Talvez esteja triste. Talvez esteja até confusa.

São muitos “talvez”… E certezas? Algumas.

Sei que estou desapontada. No meio de toda a confusão, de todos os problemas, o apoio tem vindo de todo o lado, mas não de onde devia.

E é por isso que agora me encontro em casa, sozinha, a tentar não desesperar com um gato que só piora em vez de melhorar. Sozinha, porque mandei o meu irmão embora para ele poder ter uma merecida noite de descanso depois das últimas que têm sido piores para ele que para mim. E, mais que isso, sozinha porque a companhia que pensava ter, não está cá.

E são estas ausências que marcam. Que criam, aumentam, alimentam um distanciamento que inevitavelmente vai acontecer. É assim que o E perde mais um pouco do pouco espaço que se e lhe permito ter na minha vida.

Porque acaba por só fazer falta quem está. Talvez tenha que repensar algumas prioridades. Eu sei, são tantos “talvez”… Mas só o são até passarem a ser certezas, e nessa altura… ao contrário do nosso actual vice, eu sei o que significa irrevogável.

E estou a ficar muito farta de coisas pela metade.

Os pequenos prazeres da vida

11 Out

Acho que há muito tempo não dava tanto valor às pequenas coisas, aquelas que tomamos por garantidas habitualmente.

Com o meu gato doente, a minha vida na última semana limita-se a trabalho e veterinário – excepção feita ao dito casamento do penteado maravilha. Com isto, quero dizer que o poder chegar a casa a horas decentes, descansar um pouco, cozinhar, fazer as actividades do dia-a-dia, ou algo tão simples como ir correr ou ao ginásio ficaram completamente hipotecadas…

Há uma semana não faço nada disso e faz-me falta. Não tanta como o meu gato, entenda-se, mas faz-me falta para o meu equilíbrio.

Assim, quando finalmente hoje consegui chegar a casa já à hora de jantar, consegui organizar-me para um jantar decente, um banho com tempo, e até – pasme-se! – tempo para creme na pele e no cabelo, e até! Quando disse que eram os pequenos prazeres da vida, estava mesmo a falar a sério!

E agora, depois de tratar de alguns afazeres, posso dizer que me sinto um bocadinho mimada e confortável, com o meu cheiro aconchegante do Shea Body Butter de que tanto gosto, e pronta a ir dormir, para ver se amanhã não adormeço de manhã como aconteceu hoje.

Colinho

7 Out

Há dias assim, quando o mundo desaba à nossa volta.

Tudo estava a encaminhar-se, a correr bem, capítulos encerrados, outros sem desenvolvimentos mas estáveis, umas ferias longas e descansadas… E eis que a crise surge de onde menos esperava, mal cheguei de viagem. O meu gato mais velho começou com vómitos e a contrair-se todo e lá fomos para o veterinário. Depois de dias de análises, radiografias, soro na veia, algaliação, enemas e comida à seringa boca abaixo, sabemos algumas coisas: ha uma insuficiência renal que se desenvolveu desde o início do ano, e uma coisa de nome complicado – espondilose lombo-sagrada – que não passa de um bico de papagaio na base da coluna e que pode estar a dar azo a que ele não urine, evacue e tenha menos força mas patas traseiras… E agora?

O que fazer ao meu melhor amigo de quatro patas que pode ter a qualidade de vida seriamente afectada??

Amanhã vamos a um neurologista para ouvir a opinião dele e espero não ter razão para mais lágrimas, porque agora só me apetece fazer de menina pequenina e ir a correr para um colo quentinho e protegido!

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