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Quando gostar não chega

15 Set

Ai, o E…

Há coisas assim, aquelas pequenas decisões que influenciam tudo a seguir, o belo do efeito borboleta.

Depois de muito resistir ao facebook, eis que finalmente me rendo e abro uma conta, não só pelo lado social da coisa, como para tentar tirar nabos da púcara relativamente a umas sms anónimas simpáticas que recebia.

Regras bem assentes, paranóica com privacidade como estava: perfil fechado, e apenas adicionar pessoas (pelo menos) conhecidas. E assim foi durante uns meses, até que recebo um pedido de amizade de um amigo duma amiga… Habitualmente apagava-os sem pensar, mas a curiosidade naquele da foi mais forte e fui espreitar antes de o fazer.

E gostei do que vi, tanto em termos de fotografia como de texto, tanto que acabei por aceitar o convite. Dados os interesses comuns, os temas de conversa eram mais que muitos, e foi assim que o dito espaço começou a ser preenchido, sem eu dar por isso.

Não o vejo como causa da ruptura, antes como o que me fez ver que realmente as coisas não estavam bem – não entra ninguém numa relação forte, não se abre o espaço, não se olha para o lado, certo?

Ao longo deste tempo tive dos piores e melhores momentos da minha vida com ele. Fez-me crescer e evoluir como pessoa, mais que não fosse por me desafiar constantemente. E eu, teimosa e mau feitio como sou, preciso disso, senão é uma autocracia – à minha maneira, ou à minha maneira! Nunca me senti tão em casa como nos seus braços (sim, é piroso mas muito verdade!). Juntamente veio todo um re-descobrir da minha sexualidade, e francamente, o melhor sexo da minha vida.

Mas porque nem tudo são rosas, temos os espinhos. Conflitos, mais que muitos, que nos foram desgastando e à relação, a culminar em algo que nunca fiz antes… terminar e recomeçar… várias vezes.

E foi assim que, muitas discussões e pazes depois, me convenci que gostar não é suficiente… Não quando se é água e azeite. E agora…?

Contexto

14 Set

Há que começar por algum lado. Todas as histórias têm um início, não é? Quase um “era uma vez”… Ora vamos lá:

Era uma vez uma rapariga com problemas com compromissos. Era uma vez um rapaz que se interessou pela rapariga que tinha problemas com compromissos. A paciência e persistência do rapaz romperam as barreiras da rapariga, e, um dia de cada vez, foram-se passando os anos.

Ele era atencioso, divertido, generoso e sempre pronto a apoiá-la. Tudo parecia correr bem, e ao fim de uns anos decidiram comprar casa e morar juntos. Não se falou em casamento, afinal de contas a rapariga tinha problemas com compromissos, não é? Mas aquilo era diferente, era um projecto a dois, algo de futuro, mas sem amarras. E encontraram a casa perfeita.

A euforia inicial deixava-os felizes. Ver o projecto a ganhar forma, ir juntos para o trabalho, mão na mão até ao Metro, a cumplicidade na vida em comum, o trabalho de equipa, tudo isso os deixava felizes e com esperança num futuro.

Mas, de alguma forma, as coisas foram-se deteriorando. De viver juntos, passaram a co-habitar na mesma casa. Coisa de hábito, talvez, algum afastamento que se foi insinuando, ganhando forma e espaço, sem darem por isso. Erro de ambos? Falta de cuidado com a relação? Quem sabe, tudo isto e provavelmente mais alguma coisa. E os óculos cor-de-rosa foram escorregando, até a rapariga não querer ver a realidade à sua frente. 

Claro que, quando se abre espaço, este pode ser preenchido por alguém. E foi assim que, sem saber bem como, a rapariga conheceu alguém que começou a habitar-lhe o pensamento. Alguém sensível, inteligente, criativo, com o coração na boca e interesses em comum. Foi nessa altura que percebeu o estado a que a relação tinha chegado. Primeiro a medo, pensando que era uma fase, que podia passar. Porque a hipótese de chegar ao fim de um ciclo de 10 anos, de ficar sem o companheiro de tanto tempo, de uma casa pendente, e do desconhecido adiante a assustavam. Mas, à medida que se tornou mais claro que havia sentimentos em conflito, o fim aproximou-se a passos largos, e não foi bonito.

O rapaz transformou-se, e passou de cavaleiro andante a cavaleiro negro (daqui para a frente mencionado como CN). Especialmente quando a rapariga chegou à conclusão, após meses de busca, que aquela relação estava morta, e não ia continuar.

Um ano passou-se, pleno de coisas boas e más. Conflitos e silêncios prolongados com o CN, descobertas sobre ele que só lhe deram uma face mais negra, um projecto de relação com avanços e recuos, amizades construídas e algumas resoluções…

No próximos capítulos…! 

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