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4 Jun

Um gato, habitualmente assustado, sentado no muro.

O velho que vem, apoiado na bengala e nos seus pensamentos.

E eis que se cruzam, e nesse momento surge uma cumplicidade do nada. O gato que o olha, com curiosidade, sem medo. O velho que pára, e o seu mundo alarga e absorve o gato. E abeira-se dele e trocam um olhar.

O gato fica, o velho vai. O momento passado, mas não perdido.

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Tempo

25 Maio

Já pensaram em como o tempo corre?

Ultimamente dou por mim a pensar nisto. O tempo que corre, escorre, se escapa, me escapa. Nem sei como. Os dias que por vezes se arrastam, que parecem não terminar, uma semana após a outra… E de repente correu. Correu tanto que não sei para onde foram as horas que aparentemente se arrastavam.

E é assim que este ano está a chegar a meio. Cinco meses quase inteiros já se foram. Cinco meses plenos de tanto. De tantas mudanças. As que já aconteceram, as que sei que ainda aí vêm. As horas loucas de trabalho porque não sei dizer que não a projectos aliciantes. A falta de horas de sono. A falta de tempo para mim. A falta de tempo para nós, que tento colmatar. A ternura. O cuidar. Os projectos a dois. Reaprender a exprimir-me. Com palavras, com imagem, com lápis. As viagens com outro sabor.

E um outro novo projecto. O meu canto. A minha casa que está quase aí. Ao virar da esquina. Outra reviravolta inesperada, e prova de que por vezes fazer planos serve apenas para eles serem completamente mudados. Não é onde tinha pensado, não é como tinha pensado… mas é a minha cara. E vai ser um começar de novo. Outro. Com muita esperança e muita expectativa. E até ideias, que vão surgindo em background, quando menos espero.

E Junho vem aí. Junho, mês de mudança, e de viagem, e de tanta coisa.

Mas para já, vamos aproveitar o que falta de Maio, antes que também este se escorra entre os dedos.

Tic tac. Tic tac.

Do Verão que aí vem

14 Maio

Não raramente, nestas últimas semanas, tenho pensado, a propósito do anúncios que se multiplicam, na pressão que há para “aquele corpo” para o Verão. Como se o que importa fosse puramente o exterior – e só no Verão, claro!

E são as promoções de cavitações, as promessas de kilos perdidos, os anúncios com os slogans mais inacreditáveis que tenho ouvido… algo como “ainda tem 4 semanas para ter um corpo xpto”, ou o “depois de queimar, ficam as brasas”… Nem sei se ria se chore.

Todo o princípio é errado. Um corpo bonito deve vir de um estilo de vida também ele cuidado (pronto, ou ser abençoado com uns bons genes). Não de dietas doidas que começam a cada época balnear, ou de, de repente, alguém que não faz exercício o ano todo desatar a fazer tudo e mais um par de botas durante dois meses.

Sim, sou daquelas pessoas que gosta de comer, mas tem cuidado. Não conto calorias, mas como bem. Nada de grandes excessos, tirando os meus docinhos diários. E gosto de exercício. Quando tenho tempo, tento fazer desporto as proverbiais três vezes por semana. Porque me faz bem ao corpo, mas sobretudo à mente. Descarregar aquelas energias negativas. Pôr tudo para trás e aproveitar. Dar uso aos músculos, incluindo o coração, e descansar o cérebro. Sim, tem a vantagem de dar um corpo mais bonito, mas é tão mais que isso!

Desde o início do ano que, tendo abraçado um novo projecto, o meu tempo de trabalho aumentou consideravelmente. Consequência mais que óbvia, o meu tempo de lazer – desporto incluído – diminuiu consideravelmente. É um dos maiores inconvenientes. E bom, não me agrada muito notar que estes meses têm algumas repercussões a esse nível. Na falta que me faz ao “andar de cima”, e em não estar no meu pico de forma. E sim, sou preocupada o suficiente com o aspecto para não gostar. Mas sei também que há limites para o que consigo fazer para reverter a situação, a menos que deixe de dormir – fora de questão.

Em todo o caso, no meu ginásio – que sim, mantenho – existem consultas de nutrição, e eis que na segunda me ligam a perguntar quando queria ir à próxima. E lá fui eu ontem. Sem grande vontade de quantificar diferenças, mas a precisar de umas dicas depois de algumas alterações que fiz na minha dieta quando larguei a carne.

Menos mal do que pensava, o diagnóstico foi mais meio kilo, mais 2% gordura corporal, e uma quiçá intolerância ao gluten… Bom, essa é a parte mais fácil de resolver, ou pelo menos tentar, e portanto lá fui eu a caminho do supermercado procurar umas alternativas ao trigo do pão… E na área de produtos alternativos, biológicos, etc, é incrível a quantidade de opções para emagrecer! Batidos, comprimidos, suplementos, substitutos… se conseguirem imaginá-los, encontram-nos lá.

Pior, dei por mim a passar por eles e a olhar com um certo interesse… Até me abanar mentalmente e pensar… “achas mesmo?!?”. Achava que era imune a estes bombardeios, mas parece que afinal alguma coisa entra. E, lá está, faz-me pensar novamente nesta pressão. O que é afinal um corpo perfeito? (Se é que existe) Aquelas modelos que se vêem nas passerelles – altíssimas e magríssimas? Gente normal com curvas e bom aspecto? Estes estereótipos que nos tentam enfiar pelos olhos e cérebro adentro não são nada saudáveis…

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Paz

4 Maio

Paz

Há um ditado que diz que há males que vêm por bem.
E foi por isso que, quando cheguei ao ginásio e a aula que queria estava cheia, em vez de ficar chateada agradeci-me mentalmente ter já os ténis de corrida calçados e os phones no saco, e meti-me no carro outra vez.
Não para casa, mas até à beira-rio.
Sim, uma corrida.

Curioso que sempre achei correr tão pouco interessante. Até ter começado a fazê-lo, há três anos. E foi então que percebi o terapêutico que é, um pé diante do outro, em ritmo com o bater do coração, o esforço dos músculos, a harmonia dos movimentos, o sol, o vento, os cheiros em volta, e todos os problemas que simplesmente, durante aquele período, desaparecem. Tornam-se menos presentes, pelo menos. E ficam a ser trabalhados em background.

Desde então que tenho tentado correr com a frequência possível, e tanto mais quanto mais assuntos tenho para resolver. Ou simplesmente para aproveitar a liberdade que me dá.
Com um sol brilhante e um céu bem azul, a corrida foi uma óptima troca face à dita aula.
Especialmente porque no fim, não resistindo à tentação de um terreno relvado ainda pintado pelo sol, aproveitei para deitar na relva e relaxar.

E foi assim, que ao som da música, com o valor do sol e a brisa suave, esvaziei a cabeça de pensamentos e simplesmente deixei-me aproveitar a vida. As coisas simples, que são as mais importantes. Ser feliz. Sem porquês. Simplesmente ser.

<3

17 Abr

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Escrevo de coração cheio. Escrevo porque de tão cheio transborda e preciso de dar rumo a esta enchente que derrama.

É gratidão. É contentamento. É felicidade.
É ter alguém à nossa frente que se emociona e chora a confidenciar-me o quanto se sente e sentiu sempre acarinhado e cuidado nesta casa. E eu fazer parte dessa casa e das pessoas que o fazem sentir-se assim.
E sentir que os meus olhos também ficam cheios de emoção contida. E agradecer de coração.

Há dias em que acredito que algures hei-de ter feito algo muito bom para ter uma vida cheia de coisas tão boas que eclipsam as menos boas.

De uns e outros…

13 Abr

Hoje vim encontrar-me por Belém. Aproveitar o sol e calor, apanhar ar e sair de casa. E trabalhar um projecto a dois.

Estaciono o carro sem grande dificuldade. Saio, vou ao outro lado, visto casaco, pego na mala, fecho porta, tranco carro.
No passei, na minha direcção, dois adultos com dois cães adoráveis. Dois rodinhas baixas estilo salsicha, de pêlo cerdoso.
Não consigo evitar sorrir para cães quando os vejo na rua. Simplesmente é mais forte que eu!
Assim, sorrio a olhar para o chão, já que eles tem uns 25cm de altura.

E é por isso que mal consigo acreditar quando ouço um “coisinha mais gira” vinda da boca da criatura que os traz pela trela.
Mais algo que nem percebi do outro.
Preferia que fossem o casal gay que pensei que fossem.
Ignorei porque a resposta teria que ser “gosto dos cães, não gosto dos humanos”.

Porque é que algumas pessoas se sentem no direito de invadir assim o espaço alheio? Será que acham que é bem-vindo? Suponho que nem sequer interessa…

Bom, continuo e vou até ao meu sitio, tenho um livro para acabar de ler.

Ternura…

25 Mar

… é ir no carro a caminho do trabalho e num semáforo ver a cena no carro de trás.

Um senhor vem no seu carro, com o seu fato e um grande sorriso porque… tem o seu cãozinho ao colo.

Sim, não pode, sim, a trela, sim, as regras todas e mais as que ainda não foram inventadas. Mas aquele sorriso – de ambos -, a felicidade estampada no focinho do cão por estar ali com ele, o sorriso dele por estar ali com o cão… Não é feito de regras, apenas de sentimentos. As festas, os beijos… – pois, dois vermelhos depois e ele ainda estava atrás de mim na sessão de mimo e brincadeira com o cão. Uma delícia de ver, e pôs-me um grande sorriso nos lábios.

Por fim, quando chegámos ao semáforo a partir do qual se começa a andar mais facilmente, pousou o canino no banco o lado, puxou a gravata para o sitio e sacudiu as calças. Sim, porque o pêlo sacode-se, mas aquela ternura não.

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