Cantos e cantos

16 Fev

Esta minha busca por um canto para mim trouxe-me algumas novidades, e alguns dilemas.

Há uns tempos, não teria duvidas em dizer que casas, seriam de preferência novas, arejadas, aquelas que parece que nunca foram pisadas por ninguém e que estão prontas para receber a nossa presença, o nosso cunho, as nossas histórias. Construções cheias de madeiras claras, paredes brancas, cozinhas equipadas com ar de que passariam em testes de esterilização.

Casas como a que tive. Decoradas com precisão, cada coisa no seu sítio, tudo a condizer com tudo. Quase poderia aparecer em revista. Não deixa te ter a nossa personalidade, mas tinha frequentemente a sensação de que lhe faltava… alma.

E é assim que, quando comecei à procura de um canto novamente, dei comigo a pensar em casas remodeladas, mais que novas. Mas fui vendo opções, dentro daquilo que pretendia, e acabei com duas. Diametralmente opostas.

Há uma semi-nova, que entra em todo aquele conceito. Sem marcas de outrém, madeiras claras, linhas limpas, paredes brancas, lâmpadas embutidas, todo o estereótipo. Zona simpática, com garagem, supostamente bem dentro do que queria. Pena o espaço estar de acordo com a maioria destas construções… além do quarto pequeno, com que consigo viver, tem uma cozinha que está a ser um desafio… como cozinhar ali dentro?
A outra, já com décadas de existência, deve ter visto muito… Suponho que famílias, crianças (foi uma creche), e novamente famílias. Anos de mudanças. Dentro e fora. E foi assim, que quando a fui ver, com o seu chão de madeira antigo, o seu pé direito alto, a sua envolvência, me apercebi do charme e da personalidade das casas antigas.

Sim, é assim que eu, que sempre pensei ser gente de casas novas, a estrear, para encher com as minhas histórias, me vejo enamorada por uma casa com idade para ser minha mãe. E consigo ver cada detalhe que iria complementar a sua personalidade com a minha.

Se vai ser a escolha final? Não sei, mas que me dá a conhecer um pouco mais de mim, das mudanças que eu mesma sofri ao longo do tempo, dá. E gosto disso.

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